Semana do meio ambiente

O Governo do Rio Grande do Norte, por meio das instituições que compõem o sistema ambiental e hídrico estadual, promove a Semana do Meio Ambiente – SEMA 2021, de 01 a 05 de junho, com uma série de atividades para o público. O tema escolhido para este ano é “Restaurar para Viver”…

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Com Salles, governo assinou em um ano 721 medidas que impactam o meio ambiente

COM SALLES, GOVERNO ASSINOU EM UM ANO 721 MEDIDAS QUE IMPACTAM O MEIO AMBIENTE

 

Das tantas frases chocantes pronunciadas naquela memorável reunião ministerial de 22 de abril do ano passado, uma conquistou um lugar definitivo no panteão da vergonha nacional. No momento em que o Brasil se debatia com a crise da pandemia, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, viu uma oportunidade. “É passar as reformas infralegais de desregulamentação, simplificação… Enquanto estamos nesse momento de tranquilidade porque só em fala em Covid e ir passando a boiada… Ir mudando todo o regramento.”

 

Muita água rolou debaixo dessa ponte neste um ano. Personagens daquele encontro saíram escorraçados do governo, outros acabaram desmentidos pelos fatos ou não entregaram o que prometeram. O escândalo das acusações do então ministro Sergio Moro de interferência de Jair Bolsonaro na Polícia Federal, motivo da liberação da íntegra da reunião pelo Supremo Tribunal Federal, restou abafado. Só um vaticínio prosperou. “Passar a boiada” tornou-se uma marca registrada do governo, símbolo de “tudo que está aí”. E uma das poucas ameaças cumpridas em Brasília. Nos últimos 12 meses, Salles, o verdadeiro “superministro”, passou de fato a boiada. Foram 721 medidas. No conjunto entram 76 reformas institucionais, 36 medidas de desestatização, 36 revisões de regras, 34 de flexibilização, 22 de desregulação e 20 revogaços, segundo o monitor Política Por Inteiro. De acordo com o monitor, os números referem-se a normas editadas por diferentes órgãos do governo federal e que são relevantes para a política de clima e meio ambiente brasileira.

 

O desmonte da fiscalização, do orçamento e das normas na área ambiental teve como consequência, entre outras, um aumento de 216% no desmatamento, que atingiu a marca recorde de 810 quilômetros quadrados, o avanço do garimpo sobre terras indígenas e 12% de aumento nos focos de incêndio. Uma devastação incentivada por militares aboletados em cargos de confiança no setor antes destinado a técnicos. Um levantamento obtido com exclusividade por detalha os efeitos catastróficos da interferência de Salles. Elaborado pela Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Meio Ambiente (Ascema), o documento intitulado “Dossiê: Uma Tragédia Anunciada”, será entregue nos próximos dias aos presidentes dos demais poderes da República e a representantes da embaixada dos Estados Unidos, uma forma de expor à sociedade brasileira e ao mundo os crimes ambientais do governo. “A Amazônia está sob ataque orquestrado de mineradores, grileiros, exploradores de madeira e pecuaristas ilegais, muitas vezes coordenados ou apoiados por personalidades e organizações políticas municipais, estaduais e nacionais”, ressalta o documento, cuja primeira versão foi enviada ao papa Francisco no fim do ano passado.

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Tragédia Brasileira: Risco Para a Casa Comum?

TRAGÉDIA BRASILEIRA: RISCOS PARA A CASA COMUM?

 

Organizações religiosas, de defesa dos direitos humanos e da socio biodiversidade conduzem a iniciativa que contará com representantes das igrejas, pesquisadores, ativistas, estudantes e especialistas de diferentes áreas.

O processo de desconstrução da democracia no Brasil experimentado nos últimos anos levou o país a emergências múltiplas: na área religiosa, com os fundamentalismos, na área econômica, com a ruptura do estado de bem-estar social, na área dos direitos humanos, com a violência crescente e o assassínio de grupos vulnerabilizados por suas características étnicas, raciais, sociais, territoriais e de gênero, na área da sociobiodiversidade, com a destruição das florestas, biomas e povos originários, na área da saúde, com a crise sanitária causada pelas inúmeras práticas de responsabilidade administrativa durante a pandemia da Covid-19 que contribuíram para um alto índice de contaminação e óbitos.

As políticas negacionistas do governo federal para o enfrentamento adequado da pandemia transformaram-na na emergência das emergências. Deste modo, o objetivo central do Seminário é analisar o cenário atual de colapso nos sistemas de saúde e de descaso com as políticas sanitárias referenciadas pela ciência, de modo a entender quais riscos o quadro presente pode representar (ou não) para o planeta como um todo – a nossa Casa Comum.

“Ao longo desses três dias vamos aprofundar a análise da conjuntura brasileira à luz das pandemias e mensurar os impactos dos fundamentalismos para a democracia, economia, sociobiodiversidade e a crise sanitária”, explicou a secretária-geral do CONIC, Romi Bencke, acrescentando que a ideia é, também, “estabelecer alianças e estratégias de ação”.

 

 

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